Publicado em: **Quarta-Feira, 25/02/2026**
Copa Atlântica – Fúria do Cerrado 2 x 2 Rua 3
Pequi Arena, 23º, jogo intenso e aberto.
O empate entre Fúria do Cerrado e Rua 3 foi daqueles que deixam sensação dividida. Não foi passeio de ninguém. Foi trocação franca, com chances dos dois lados e um retrato honesto do momento das equipes.
Pelos números, o Fúria finalizou mais (15 a 10) e levou perigo constante, especialmente atacando pelos lados e explorando infiltrações entre lateral e zagueiro. O xG também foi levemente superior (1,90 contra 1,54), o que mostra que o time da casa produziu volume real. Mas o Rua 3 teve mais posse (54%) e soube responder nos momentos certos.
O destaque individual ficou com Gabriel Conceição, que além do gol foi o jogador mais incisivo do Rua 3. Brigou com zagueiro, se movimentou bem e aproveitou o espaço curto. É aquele atacante que não aparece muito, mas quando aparece é para decidir. Luquinhas foi outro que manteve o padrão: aberto, acelerando o jogo, dando opção. Já Victor Hugo organizou o meio, sem espetáculo, mas segurando a bola quando o time precisava respirar.
Na defesa, o Rua 3 sofreu. A linha foi pressionada e cedeu muitas finalizações. Mycael fez defesas importantes, mas não foi uma atuação de domínio defensivo. A equipe ainda oscila quando é atacada em velocidade.
Do lado do Fúria, Eichhorn e Parmo foram os mais lúcidos. O time da casa acreditou até o fim e fez por merecer o empate.
É importante lembrar o contexto recente: o Rua 3 já vinha de um jogo polêmico contra o São Bernoia, onde houve questionamentos sobre favorecimento. Nesse cenário, o empate contra o Fúria ganha peso diferente. Não houve ajuda, não houve episódio controverso decisivo. Foi jogo jogado.
O 2 a 2 mostra um Rua 3 competitivo, mas ainda irregular. Capaz de surpreender — como fez contra o Borussia —, mas também vulnerável quando pressionado. O campeonato está só começando, e os estaduais definem divisões. Cada ponto agora vale estrutura lá na frente.
O Rua 3 não dominou, mas também não foi dominado. Sai com um ponto que, fora de casa, mantém o time vivo na briga. O desafio agora é transformar competitividade em consistência.