La Forja vira no apagar das luzes, sobrevive ao domínio territorial e “forja” vitória contra Los Capivaras

Publicado em: **Quinta-Feira, 05/03/2026**

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O Deportivo La Forja precisou ir até o limite do próprio lema para confirmar o roteiro que mais combina com sua identidade: sofrer, ajustar, insistir — e decidir no último suspiro. Na noite em que teve menos posse de bola, mas foi mais perigoso quando atacou, o La Forja venceu o Los Capivaras por 2 a 1, com gols de Rayan (45+1) e José Julián Martínez (90+6), depois de sair atrás com Matheus Gonçalves (7’).

O começo foi todo dos Capivaras. Com 55% de posse, a equipe visitante controlou o ritmo e abriu o placar cedo, aos 7 minutos, aproveitando o melhor momento no jogo apoiado. E o dado que confirma o incômodo do La Forja: apesar da vitória, os Capivaras finalizaram mais vezes no alvo (8 a 6), o que obrigou o time da casa a passar por momentos de contenção e sobrevivência.

Só que sobreviver é parte do “manual” da Forja. Mesmo com menos bola (45% de posse), o time foi mais agressivo quando achou corredor e, principalmente, mais produtivo na qualidade das chances: o xG do La Forja foi de 1,69 contra 0,70, uma diferença que explica por que a vitória parecia “madura” mesmo antes do gol decisivo. A equipe também venceu o duelo de presença no campo ofensivo em detalhes que contam muito em jogos equilibrados: 16 finalizações a 14 e 9 escanteios a 8, empurrando o adversário para dentro da própria área em vários trechos.

A igualdade veio num momento psicológico: Rayan empatou aos 45+1, gol de vestiário ao contrário — daqueles que desmontam planos e mudam conversas no intervalo. A partir daí, o segundo tempo virou um jogo de paciência e pressão gradual. Os Capivaras seguiram com a bola, mas com baixa eficiência (o xG de 0,70 sugere muitos arremates de menor perigo), enquanto o La Forja insistia em atacar melhor as zonas decisivas.

O desfecho foi a assinatura perfeita do clube: aos 90+6, José Julián Martínez apareceu para marcar o gol da virada e transformar um empate em declaração. Vitória de time que não se encanta com posse, não se desespera com desvantagem e cresce no caos.

Nos destaques individuais, o meio-campo León foi termômetro e pulmão (nota 7,5), ajudando a equipe a não se perder mesmo quando ficou mais tempo sem a bola. Rayan uniu impacto e oportunismo (gol e 7,1) e J. Martínez, além do gol decisivo, já vinha sustentando bem a linha defensiva (7,2). Do lado dos Capivaras, apesar do controle territorial, ficou a sensação de oportunidade perdida: finalizou mais certo, mas criou menos de verdade.

No fim, o placar conta uma história que os números confirmam: quem gerou mais perigo ganhou. E o La Forja, mais uma vez, provou que — no seu futebol — a grandeza não vem do conforto. Vem do fogo.