De negociado a intocável: Maxi Romero, o “Tanque” argentino que virou referência no ataque do S.C. Sinachi

Publicado em: **Quinta-Feira, 02/10/2025**

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Quando o argentino Maximiliano Romero desembarcou na Arena Puggers, poucos acreditavam que ele se firmaria como peça central no projeto esportivo do S.C. Sinachi. Contratado em meio a polêmicas financeiras do clube e inicialmente colocado na prateleira de possíveis negociados, Romero foi recebido com desconfiança por parte da torcida e até de alguns dirigentes.

Hoje, meses depois, o cenário é outro: o atacante argentino se transformou em indispensável, conquistando os torcedores com raça, presença de área e gols decisivos. Não à toa, ganhou o apelido que ecoa nas arquibancadas: “O Tanque”.

A quase saída

No início de sua trajetória, Romero esteve muito próximo de deixar o clube. Diante das dificuldades financeiras do Sinachi e das dívidas que se acumulavam, seu nome chegou a ser oferecido no mercado. Havia sondagens de clubes brasileiros e até propostas do exterior.

“Vou ser sincero: eu quase arrumei as malas. Tinha tudo pra sair, mas o presidente me chamou e disse: ‘Tu é peça-chave, não vou abrir mão de ti’. Isso mudou tudo”, revelou Romero em entrevista exclusiva.

A virada dentro de campo

A confiança dada pela diretoria se traduziu em campo. Com força física, bom posicionamento e faro de gol, Romero assumiu a camisa 9 e rapidamente passou de contestado a líder do ataque.

Na última partida contra o Game of Trones, por exemplo, foi dele o gol salvador que garantiu o empate nos minutos finais — uma prova do peso que passou a carregar no elenco.

“O Tanque é aquele cara que você olha e sabe que vai brigar por todas as bolas. Ele impõe respeito, segura dois zagueiros sozinho. O time hoje joga em função dele”, declarou o técnico do Sinachi.

Ídolo improvável

Hoje, Romero é visto como símbolo da resistência do S.C. Sinachi em meio às turbulências. A torcida, que antes questionava a contratação, agora canta:

"Ôôô Tanque! Ôôô Romero!"

E ele corresponde: já são números expressivos com a camisa azul e branca, além de uma entrega que conquistou de vez os fãs do clube.

Palavra do presidente

Ricardo Sinachi, presidente do clube, não poupou palavras ao comentar a importância de Romero:

“Quando eu digo que o Sinachi não negocia ídolo, é isso. O Romero não tá à venda, não importa quem chegue. Aqui, camisa 9 é dele. O Tanque é nossa muralha ofensiva e ninguém tira, hoje ele é invendivel, inegociavel e imprestavel”